sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A SALVAÇÃO SE DÁ PELO ANUNCIO DA PALAVRA


A SALVAÇÃO SE DÁ PELO ANUNCIO DA PALAVRA

O servo é um súdito do Reino de Deus na Terra, e como tal tem a cumprir os seus deveres de cunho espiritual para com esse Reino. Mesmo tendo passado o Mês das Missões não posso deixar de frisar algo que muito precisa ser compreendido por todos nós. Missões não pode ser o mero entusiasmo, nem os efeitos das oratórias enriquecidas da retórica e do alto saber humano. A Igreja de Cristo nunca despertará, nem aceitará o desafio de Deus para evangelizar o mundo, sob os efeitos de sermões plenos de palavras rebuscadas, mas vazios do Espírito Santo. Missões é tarefa santa que só se realiza com o Poder do Espírito Santo; e este poder está à disposição de todos os que buscarem, a fim de se tornarem cada vez mais operosos na obra do Senhor.
Amados irmãos, vamos abrir o nosso coração e observar a experiência do profeta Jonas. Deus apareceu a Jonas e incumbiu-o de pregar na grande cidade de Nínive, capital do poderoso Império Assírio. Ele, entretanto, para não cumprir a ordem, resolveu fugir da presença de Deus, como se isso fosse possível. Assim, comprou uma passagem em um navio que ia para Társis, cidade situada na direção oposta ao seu destino. Talvez, na sua maneira de pensar, acreditasse que para ser um servo de Deus não fosse preciso pregar em Nínive, pois seria perda de tempo pregar ao povo que não o ouviria.
Jonas não conseguiria fugir da presença do Altíssimo. Algo impossível! O salmista, exaltando a Onipotência e a Onipresença do Senhor, exclama em Sal 138, 7.8: "Para onde irei, longe do vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estais; se descer à região dos mortos, lá vos encontrais também". Em suma, ninguém se esconde da presença de Deus.
Após providenciar o retorno de Jonas, no ventre do grande peixe, Deus lhe falou uma segunda vez, dizendo que fosse pregar ao povo de Nínive. Desta vez, Jonas, ainda, contrariado, pregou aos ninivitas e toda a cidade, desde o rei ao servo mais humilde, se arrependeu, o que o deixou bastante aborrecido. Por isso se retirou da cidade e prostrou-se em suas cercanias. Jonas estava decepcionado, porque Deus havia salvo os habitantes daquela cidade. Na sua concepção, os ninivitas não eram merecedores da misericórdia de Deus; o Senhor deveria tê-los destruído.
Amados, quantas vezes isso já aconteceu na nossa caminhada. Quantas vezes rejeitamos ou nos negamos ir a algum lugar ou de nos dirigirmos a certas pessoas. Na verdade, aspiramos aquilo que nos coloca em evidência e que massageia o nosso interior.
Há momentos em nossa vida que somos tomados pela frustração. Ela é o resultado do nosso orgulho, da vaidade pessoal. Isto faz com que recriminemos alguma atitude de Deus. Em vez de glorificá-lo, ficamos zangados.
O exemplo citado serve como base para o servo glorificar a Deus pelo seu grandioso Poder e se conscientizar de que Ele não mede esforços para abençoar o seu povo. O Senhor está sempre pronto a operar milagres, independentemente das circunstâncias ou o ânimo dos seus servos. O tempo e o mundo não param, haja vista as grandes descobertas da ciência. Nas grandes universidades e laboratórios, os físicos e os cientistas trabalham em busca de novas descobertas e invenções que possibilitem uma melhor forma de viver no futuro. No ministério, não podemos fugir a essa regra. O homem de Deus precisa progredir no conhecimento da Palavra, através do estudo e da meditação.
Precisa estar diante do Senhor, clamando a graça do batismo com o Espírito Santo diário, orientação e unção para realizar a tarefa que dEle recebeu. Queridos Ministros da Eucaristia, irmãos da Liturgia e de todas as demais Pastorais, sejamos firmes, fiéis e diligentes no santo ministério. Atentemos para o que a Bíblia diz sobre isso em Jer 48, 10: "Maldito aquele que faz com negligência a obra do Senhor!". Todo esse apelo é pela grande causa de amor da Obra de Deus. Não podemos ficar na mesmice. Temos que fazer com que o Amor de Deus inflame o nosso coração e faça a nossa missão prosperar. A Igreja, nesta última década, tem sido despertada para a obra da evangelização. O IDE de Jesus nunca foi tão forte em nossa vida, como nos dias atuais. Estamos na Década da Colheita, mas precisamos continuar semeando a boa semente. O solo é fértil e está preparado para a semeadura. Jesus disse que o campo é o mundo, conforme consta em Mat 13, 38. Portanto, continuemos a semear a semente santa, a Palavra de Deus, a tempo e fora do tempo. O profeta Isaías declarou com bastante propriedade: "Bem-aventurados sereis por semear à margem de todos os cursos d'água . . . (Is 32, 20). Servos, preguemos as boas novas da salvação em todo tempo e lugar, mesmo que as condições sejam adversas. Fracassos e frustrações virão, deixemos de lado os melindres, deixemos de lado as duras críticas e os banhos de água fria que levamos, e coloquemos não só o nosso olhar mas toda a nossa vida, o nosso chamado, a nossa vocação, no autor e consumidor da nossa fé, Naquele em que está toda a nossa força, Jesus Cristo. Aleluia! Graças a Deus!
O exemplo da experiência de Jonas nos leva a meditar profundamente acerca do nosso ministério, acerca daquilo que estamos fazendo para o nosso Deus. Desejamos ser úteis na sua obra, está na índole de cada um de nós realizar a sua vontade. Somos vocacionados, escolhidos e enviados, porém cada servo deve ter o cuidado de fazer com habilidade e esmero o trabalho do Senhor e procurar, no dia-a-dia do seu ministério, aprimorar o que está fazendo, incansavelmente, independente de ser ou não o Mês das Missões, independente da nossa vontade própria, mas na humildade, na sobriedade e na obediência, certos de que cumpriremos a ordem imperativa de Jesus que clama aos homens: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo" (Mar 16, 15.16a) e assim abrigaremos vivo dentro do nosso coração um dos mais nobres e importantes desejos de sermos servos fiéis e operantes na Seara do nosso Mestre Jesus.
Que Deus em sua infinita sabedoria nos inflame e nos batize com o seu Santo Espírito todos os dias, para que não permaneçamos estacionados nos feitos do passado, sentado nos louros das vitórias remotas, agindo como mestres de obras prontas, mesmo que nos custe lágrimas, suor e dores, que perseveremos dentro dos parâmetros da oração, da escuta e do serviço. Sejamos ousados e verdadeiros sinais vivos da presença de Deus onde quer que estejamos, anunciando, apresentando ao seu rebanho, com amor, a verdadeira salvação, cumprindo os deveres de cunho espiritual da obra que nos foi confiada.
A Paz e Alegria do Senhor! Mãos à obra irmãos, a hora é agora. O tempo é breve!

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